Alunos assistem a peça teatral "Dom Casmurro" (16/3/2012)
Alunos do 3º ano do ensino médio da escola E.E. Fabio José de Araujo
visitaram o Teatro Municipal de Franca para assistir a peça "Dom
Casmurro", nesta ultima quinta feira, dia 15 de março, tambem visitaram o
shopping da cidade. Para ir a Franca, a Prefeitura Municipal de Aramina
cedeu o onibus para que os alunos aprimorassem seus conhecimentos em
Lingua Portuguesa e Literatura.
"Alternando
a narração dos fatos passados com a reflexão sobre os mesmos, no
presente, o protagonista/narrador informa ter nascido em 1842 e ser
filho de Pedro de Albuquerque Santiago e de D. Maria da Glória Fernandes
Santiago. O pai, dono de uma fazenda em Itaguaí, mudara-se para a
cidade do RJ por volta de l844, ao ser eleito deputado. Alguns anos
depois falece e a viúva, preferindo ficar na cidade a retornar a
Itaguaí, vende a fazendola e os escravos, aplica o dinheiro em imóveis e
apólices e passa a viver de rendas, permanecendo na casa de
Matacavalos, onde vivera com o marido desde a mudança para o RJ. A vida
do protagonista/narrador transcorre sem maiores incidentes até a
'célebre tarde de novembro' de 1857, quando, ao entrar em casa, ouve
pronunciarem seu nome e esconde-se rapidamente atrás da porta. Na
conversa entre sua mãe e o agregado José Dias, que morava com a família
desde os tempos de Itaguaí, Bentinho, como era então chamado, fica
sabendo que sua mãe se mantém firme na intenção de colocá-lo no
seminário a fim de seguir a carreira eclesiástica, segunda promessa que
fizera a Deus caso tivesse um segundo filho varão, já que o primeiro
morrera ao nascer. Bentinho, que há muito tinha conhecimento das
intenções de sua mãe, sofre violento abalo pois fica sabendo que a
reativação da promessa, que parecia esquecida, devia-se ao fato de José
Dias ter informado D. Glória a respeito de seu incipiente namoro com
Capitolina Pádua, que morava na casa ao lado. Capitu, como era chamada,
tinha então catorze anos e era filha de um tal de Pádua, burocrata de
uma repartição do Ministério da Guerra. A proximidade, a convivência e a
idade haviam feito com que os dois adolescentes criassem afeição um
pelo outro. D. Glória, ao saber disto, fica alarmada e decide apressar o
cumprimento da promessa. Os planos de Capitu, informada do assunto, e
Bentinho para, com a ajuda de José Dias, impedir que D. Glória cumprisse
a decisão ou, pelo menos, a adiasse, fracassam. Como último recurso, o
próprio Bentinho revela à mãe não ter vocação, o que também não a faz
voltar atrás. Tio Cosme, um viúvo, irmão de D. Glória e advogado
aposentado, que vivia na casa desde que seu cunhado falecera, e a prima
Justina, também viúva, que, há muitos anos, morava com a mãe de
Bentinho, procuram não se envolver no problema. Assim, a última palavra
fica com D.Glória, que, com o apoio do padre Cabral, um amigo de tio
Cosme, decide finalmente cumprir a promessa e o envia ao seminário,
prometendo, contudo, que se dentro de dois anos não revelasse vocação
para o sacerdócio estaria livre para seguir outra carreira. Antes da
partida de Bentinho, este e Capitu juram casar-se. No seminário,
Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, filho de um advogado de
Curitiba. Os dois tornam-se amigos e confidentes. Em um fim de semana em
que Bentinho visita D. Glória, Escobar o acompanha e é apresentado a
todos, inclusive a Capitu. Esta, depois da partida de Bentinho, começara
a frequentar assiduamente a casa de D.Glória, do que nascera aos poucos
grande afeição recíproca, a ponto de D.Glória começar a pensar que se
Bentinho se apaixonasse por Capitu e casasse com ela a questão da
promessa estaria resolvida a contento de todos, pois Bentinho, que a
quebraria, não a fizera, e ela, que a fizera, não a quebraria. Enquanto
isto, Bentinho continuava seus esforços junto a José Dias, que, tendo
fracassado em seu plano de fazê-lo estudar medicina na Europa, sugeria
agora que ambos fossem a Roma pedir ao Papa a revogação da promessa. A
solução definitiva, contudo, partiu de Escobar. Segundo este, D. Glória
prometera a Deus dar-lhe um sacerdote, mas isto não queria dizer que o
mesmo deveria ser necessariamente seu filho. Sugeriu então que ela
adotasse algum órfão e lhe custeasse os estudos. D. Glória consultou o
padre Cabral, este foi consultar o bispo e a solução foi considerada
satisfatória. Livre do problema, Bentinho deixa o seminário com cerca de
17 anos e vai para São Paulo estudar, tornando-se cinco anos depois, o
advogado Bento de Albuquerque Santiago. Por sua parte, Escobar, que
também saíra do seminário, tornara-se um comerciante bem-sucedido, vindo
a casar com Sancha, amiga e colega de escola de Capitu. Em l865, Bento e
Capitu finalmente casam-se, passando a morar no bairro da Glória. O
escritório de advocacia progride e a felicidade do casal seria completa
não fosse a demora em nascer um filho. Isto faz com que ambos sintam
inveja de Escobar e Sancha, que tinham tido uma filha, batizada com o
nome de Capitolina. Depois de alguns anos, nasce Ezequiel, assim chamado
para retribuir a gentileza do casal de amigos, que dera à filha o nome
da amiga de Sancha. Ezequiel revela-se muito cedo uma criança inquieta e
curiosa, tornando-se a alegria dos pais e servindo para estreitar ainda
mais as relações de amizade entre os dois casais. A partir do momento
em que Escobar e a Sancha, que moravam em Andaraí, resolvem fixar
residência no Flamengo, a convivência entre as duas famílias torna-se
completa e os pais chegam a falar na possibilidade de Ezequiel e
Capitulazinha, como era chamada a pequena Capitolina, virem a se casar.
Em 1871 Escobar, que gostava de nadar, morre afogado. No enterro,
Capitu, que amparava Sancha, olha tão fixamente e com tal expressão para
Escobar morto que Bento fica abalado e quase não consegue pronunciar o
discurso fúnebre. A perturbação, contudo, desaparece rapidamente. Sancha
retira-se em seguida para a casa dos parentes no Paraná, o escritório
de Bento continua a progredir e a união entre o casal segue crescendo.
Até o momento em que, cerca de um ano depois, advertido pela própria
Capitu, Bento começa a perceber as semelhanças de Ezequiel com Escobar. À
medida que o menino cresce, estas semelhanças aumentam a tal ponto que
em Ezequiel parece ressurgir fisicamente o velho companheiro de
seminário. As relações entre Bento e Capitu deterioram-se rapidamente. A
solução de colocar Ezequiel num internato não se revela eficaz, já que
Bento não suportar mais ver o filho, o qual por sua vez, se apega a ele
cada vez mais, tornando a situação ainda mais crítica. Num gesto
extremo, Bento decide suicidar-se com veneno, colocado numa xícara de
café. Interrompido pela chegada de Ezequiel, altera intempestivamente
seu plano e decide dar o café envenenado ao filho, mas, no último
instante, recua e em seguida desabafa, dizendo a Ezequiel que não é seu
pai. Nesse momento Capitu entra na sala e quer saber o que está
acontecendo. Bento repete que não é pai de Ezequiel e Capitu exige que
diga por que pensa assim. Apesar de Bento não conseguir expor claramente
suas idéias, Capitu diz saber que a origem de tudo é a casualidade da
semelhança, argumentando em seguida que tudo se deve à vontade de Deus.
Capitu retira-se e vai à missa com o filho. Bento desiste do suicídio.
Durante a discussão fica decidido que a separação seria o melhor
caminho. Para manter as aparências, o casal parte pouco depois rumo à
Europa, acompanhado do filho. Bento retorna a seguir, sozinho. Trocam
algumas cartas e Bento viaja outras vezes à Europa, sempre com o
objetivo de manter as aparências, mas nunca mais chega a encontrar-se
com Capitu. Tempos depois morrem Domglória e José Dias. Bento retira-se
para o Engenho Novo. Ali, certo dia, recebe a visita de Ezequiel de
Albuquerque Santiago, que era então a imagem perfeita de seu velho
colega de seminário. Capitu morrera e fora enterrada na Europa. Ezequiel
permanece algum mês no RJ e depois parte para uma viagem de estudos
científicos no Oriente Médio, já que era apaixonado da arqueologia. Onze
meses depois morre de uma febre tifóide em Jerusalém e é ali enterrado.
Mortos todos, familiares e velhos conhecidos, Bento/Dom Casmurro
fecham-se em si próprio, mas não se isola e encontra muitas amigas que o
consolam. Jamais, porém, alguma delas o faz esquecer a primeira amada
de seu coração, que a traíra com seu melhor amigo. Assim quisera o
destino. E para esquecer tudo, nada melhor que escrever segundo decide,
uma História dos subúrbios do Rio de Janeiro."
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